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Junta de Freguesia da Madalena - Vila Nova de Gaia

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Data da fundação: 1 de Janeiro de 1927 

Actual sede social: Rua do Orfeão, 376

Cores: Azul e branco 

Fins: culturais

WebSite: http://orfeaodamadalena.com/

Instituição de Utilidade Pública, desde 1986. 

 

Breve apontamento histórico:
Criado em 26 de Dezembro de 1926, o Orfeão da Madalena foi oficialmente registado apenas em 1 de Janeiro de 1927. Tem origem remota no "Grupo Coral Sacro de Santa Maria Madalena" e na "União Dramática". A primeira direcção era constituída por: Presidente, Pe. Manuel José Ferreira Torres; Secretário, Leonel Pereira Vaz; Vogais, António Francisco de Sousa e Raul Ferreira de Castro.

O Orfeão dedicou, desde início, a sua atenção especial à música coral. Foi seu primeiro maestro Manuel da Silva Leite Júnior, sócio co-fundador, o qual ofereceu parte do terreno em que está hoje a sede do Orfeão. Este esteve pouco tempo no lugar e foi substituído, devido a doença, ainda em 1927 por Isolino Francisco de Sousa (até 1962). Posteriormente, foram maestros Manuel Leite Gomes e, desde 1969, José Pereira Castro.

Na área do canto coral esta colectividade tem conquistado muitos triunfos, no país e no estrangeiro, que lhe conferiram uma reputação de grande marca. Já no final dos anos 60 a Enciclopédia Luso Brasileira de Cultura refere que de merecida fama goza o Orfeão da Madalena. Efectivamente, o Orfeão da Madalena é um dos mais expressivos cartazes divulgadores da freguesia. De salientar os êxitos obtidos em 1974 e 1975 no Festival Llangollen International Musical Eistedfodd (Reino Unido).

Igualmente em concertos no País de Gales e na Embaixada de Portugal em Londres. Também em França, na região do Midi-Pyrenée e, nomeadamente no Santuário de Lourdes, em Pechbonnieu e em Toulouse, este orfeão obteve muitos aplausos e excelentes referências da crítica. Colaborou regularmente com a Orquestra Sinfónica do Porto e, no últimos anos, com a Banda da Região Militar do Norte. Interpretou importantes obras corais-sinfónicas como a Fantasia Coral de Beethoven, o Messias de Haendel, a IV Sinfonia de Joly Braga Santos, a Carmina Burana de Carl Orff e a Missa de Coroação de Mozart. Foi o Orfeão que gravou, em conjunto com a Banda da Região Militar do Norte, o Hino Nacional que foi distribuído a todas as escolas do primeiro ciclo do ensino básico, a nível do Distrito do Porto.

Actualmente o corpo orfeónico é composto por um coro principal de cerca de 95 pessoas e um coro infantil com cerca de 40 elementos.

O Orfeão serviu também o teatro na freguesia e aqui se representaram clássicos como Frei Luís de Sousa ou As Pupilas do Sr. Reitor.

Em 1984 foi também criada por Gunther Arglebe uma secção de ópera, actualmente inactiva. Igualmente inactivo se encontra o T.E.J.O.M., Teatro Jovem do Orfeão da Madalena, grupo criado em 1986.

Apesar de actualmente não ter qualquer tipo de actividade desportiva, o Orfeão foi, durante muitos anos, uma colectividade muito ligada ao desporto, tendo sido mesmo percursora do Atlântico nos êxitos obtidos pela Madalena na área do Voleibol. Esta secção foi criada em 1946 e extinta em 1969 (meses antes da fundação do Atlântico, para onde passaram a maior parte dos atletas). Esta secção, participou, em seniores na 2ª divisão regional, tendo ascendido na época de 1962/63 à 2ª divisão nacional, tendo-se sagrado campeão. Participou em diversos torneios regionais, tendo vencido alguns deles. Também existiu secção de voleibol masculino juvenil e júnior e feminina sénior.

O Orfeão possuiu também uma secção de Basquetebol, criada um ano antes da de Voleibol. Esta disputou alguns torneios e conquistou algumas taças. Foi extinta em 1953. De referir o especial impulso que Manuel Marques e outros sempre deram para desenvolverem actividades desportivas na colectividade. Na sede do clube as inúmeras taças e fotografias bem comprovam os êxitos obtidos na área desportiva.

De referir ainda outras actividades desportivas que existiram, a uma escala mais pequena, como o futebol (em torneios inter-sócios) e o atletismo.